sexta-feira, 11 de março de 2011

Romã

Hoje vou falar da romã..


A primeira vez que vi esta fruta mais de perto foi me apresentada por uma professora de pintura em tecido.
Ela me mostrou como motivo da obra: um conjunto de cozinha, toalha, pano prato e avental de tecido cru com vies azul, uma graça, que eu havia comprado e queria pintar. Isso eu tinha 16 anos!E lá fui eu pintar o, a  romã! 
ficou belo e apartir dai, passei achar a fruta mais bela que já vi e também a mais sem gosto! rsrsrs..verdade!
Pintei ela aberta, mostrando suas sementes, linda!


Na clinica tem 2 pés, um na frente e outro nos fundos,acho eles lindos vivem carregados, estes dias os galhos estavam até encostando no chão
de tanta fruta..olha ai..


Tento comer, mas acho meio sem gosto e ruim de comer com aparelho, por causa das sementes!
mas como tenho um monte de pacientes que são fãs da fruta, vivo pegando do pé e doando à elas.
Outro dia enchi a sacola de uma e ela me falou que o suco era gostoso!


E como a fruta é antioxidantes e anti um monte de coisas resolvi e fiz o suco hoje! e sabe que até é bom, sem gosto, mas bom!
vou aderir!acho que agora não vou mais encher as sacolas alheias...




Pé de romã
Este pé de romã fica logo na entrada da clínica, para as pacientes chegarem até minha sala passam pelo pé de romã,



Um pouco sobre a fruta (wikipedia)
romã é o fruto da romãzeira (Punica granatum). O seu interior é subdividido por finas películas, que formam pequenas sementes possuidoras de uma polpa comestível.
A importância da romã é milenar, aparece nos textos bíblicos, está associada às paixões e à fecundidade. Os gregos a consideravam como símbolo do amor e da fecundidade. A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois se acreditava em seus poderes afrodisíacos. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano novo quando sempre acreditam que o ano que chega sempre será melhor do que aquele que vai embora.

Quando os judeus chegaram à terra prometida, após abandonarem o Egito, os 12 espias que foram enviados para aquele lugar voltaram carregando romãs e outros frutos como amostras da fertilidade da terra que Jeová (Deus) prometera. Ela estava presente nos jardins do Rei Salomão. Foi cultivada na antiguidade pelos fenícios, gregos e egípcios. Em Roma, a romã era considerada nas cerimônias e nos cultos como símbolo de ordem, riqueza e fecundidade.
Os semitas a chamavam de “rimmon”, para os árabes era conhecida como “rumman”, e mais tarde, os portugueses a chamaram de romã ou “roman”. Na Idade Média a romã era freqüentemente considerada como um fruto cortês e sanguíneo, aparecendo também nos contos e fábulas de muitos países. Os povos árabes salientavam os poderes medicinais dos seus frutos e como alimento. Tanto a planta, como o fruto, têm sido utilizados em residências ou em banquetes pelo efeito decorativo das suas flores e dos seus frutos, além do seu uso como cerca viva e planta ornamental. Segundo uma antiga crença popular, se você levar na carteira três sementes de romã, "dinheiro nunca há de lhe faltar".



UM CORTE DA FRUTA (saude.abril.com.br)Foi no quintal de sua casa, em Sorocaba, no interior paulista, que a menina Fernanda Archilla Jardini descobriu sua vocação para cientista. Fascinada com um pé de romã, ela tinha uns 12 anos quando cismou que, sob a casca, a fruta escondia atributos fantásticos. Passadas quase duas décadas, já farmacêutica e a caminho do doutorado, Fernanda foi incentivada por seu orientador na Universidade de São Paulo, o professor Jorge Mancini — um dos grandes expoentes nacionais na área da bioquímica —, a investigar a fantasia da infância. Isso já lhe rendeu muito trabalho. Quer dizer, trabalhos científicos. Um deles, por sinal, foi premiado no XX Congresso Brasileiro de Ciências e Tecnologia de Alimentos, que aconteceu há pouco mais de dois meses em Curitiba, no Paraná.
Ao utilizar a romã como base de um experimento em células intestinais, Fernanda notou sua excelente atuação contra tumores. "Algumas substâncias da fruta barram moléculas que danificam a estrutura celular, desencadeando o câncer", diz ela. A cientista atribui essa proteção principalmente a um trio de ácidos: o gálico, o elágico e o protocatequínico. Além deles, há doses concentradas de antocianinas — substâncias reconhecidamente anticancerígenas que, aliás, lhe conferem a cor avermelhada. Esse poderoso mix já chama a atenção de outros cientistas do Brasil e de diversos centros de pesquisa mundo afora. "Estudos também associam a romã à diminuição do risco do câncer de próstata", conta a engenheira de alimentos Gláucia Pastore, professora da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp. Nos Estados Unidos, um trabalho da Universidade de Wisconsin feito em ratos com esse tumor mostra que o extrato da fruta ajuda a brecar a multiplicação das células malignas.
IMAGEMTXT1. POLPA - As sementes são como verdadeiras jóias guardadas em cápsulas. Belas e aromáticas, retêm a maior parte dos compostos benéficos.
2. MESOCARPOA - parte branca que envolve a polpa concentra montes e montes de tanino, uma substância com potente ação adstringente. Não é aconselhável ingeri-la, já que o sabor não é nada agradável.
3. A CASCA - Há dois tipos de romã: a amarelada, originária do Oriente Médio e facilmente encontrada por aqui, e a rosada, que surgiu no Canadá e é menos abundante em terras brasileiras. Ambas são igualmente ricas em nutrientes.


ARTÉRIAS BLINDADAS

Outras experiências atribuem ao fruto da romãzeira uma proteção maior contra males cardiovasculares. Nessa linha, uma das descobertas mais recentes foi publicada no periódico científico Atherosclerosis, da Sociedade Européia de Aterosclerose, com sede na Suécia: a romã ajuda a reduzir os teores de colesterol. Médicos examinaram os níveis da gordura no sangue de 20 voluntários, antes e após o consumo diário do suco da fruta, e, assim, notaram que houve uma significativa queda do LDL, a fração do colesterol associada ao entupimento dos vasos.
Os benefícios para o peito não param por aí. "Há indícios de que os ácidos gálico e elágico defendam a parede interna dos vasos, que nós chamamos de endotélio", diz Fernanda Archilla. No final das contas, a dupla diminui a probabilidade de surgirem os temidos infarto e derrame.
Em outra de suas investidas, Fernanda Archilla deparou com moléculas chamadas ácidos graxos punícicos. "Essa designação deriva do nome científico da romã, Punica granatum", explica. Os ácidos graxos só enfatizam a crença de que o fruto é mesmo capaz de dar um chega-pra-lá em males do coração. Isso porque estão ligados à diminuição das taxas de colesterol.
Para os cientistas, o fato de a romã reunir tantas substâncias benéficas não é mera coincidência, e sim conseqüência direta das adversidades de clima que seu pé enfrenta no habitat nativo. "Por ser natural de áreas praticamente desérticas, teve que se adaptar às mudanças bruscas de temperatura", conta Fernanda Archilla. Os componentes antioxidantes, no caso, serviriam para minimizar os danos da variação entre o calor escaldante do dia e o frio extremo da noite. Assim como o bom estoque de gorduras em suas sementes. Sem essa química, a germinação se tornaria difícil e a espécie simplesmente desapareceria do mapa. Apesar de tantas qualidades, não é recomendável exagerar no consumo. É que a fruta concentra alguns componentes que podem atrapalhar a absorção de nutrientes e até mesmo causar desconforto gástrico.
Para contornar esses transtornos, vale apelar para alguns truques. Na preparação do suco, por exemplo, a sugestão é juntar água para que fique menos concentrado. Outro jeito de ingerir a fruta em pequenas porções é salpicá-la em saladas e usá-la como ingrediente de molhos, inclusive para sobremesas. "Mas, atenção, os componentes da romã só se conservam se ela ficar pouco tempo no fogo", ensina a nutricionista Cynthia Antonaccio, de São Paulo. Aliás, é claro que a fruta in natura é uma ótima pedida. "A romã é sempre muito bem-vinda em festas. Afinal, o tempo que a gente leva para separar as sementes e comêlas nos impede de atacar outras delícias calóricas", brinca a nutricionista Neide Rigo, da capital paulista.



Suco de romã tem sido uma forte ajuda ao combater o câncer de próstata ele também ajuda a reduzir as células da doença, segundo um estudos.
Pesquisadores informaram que o suco de romã dessa fruta freia a proliferação das células do câncer de próstata e promove a morte delas.
Além disso, após uma intervenção cirúrgica, o suco de romã ajuda a reduzir o antígeno prostático específico que é o marcador da doença.


Confira a receita para fazer esse medicamento maravilhoso.

Suco de romã

Ingredientes:
- 2 litros de água
- ½ xíc de mel
- 2 pedaços de canela em pau
- 3 cravos-da-índia
- 20 romãs maduras

Modo de preparo:
Faça um chá com a água, o mel, a canela e o cravo. Coloque tudo junto em uma penal, ferva por uns 2 minutinhos e, depois de esfriar, leve à geladeira.




Eu fiz suco só batido com agua mineral sem açucar, nem mel, não gosto suco adoçado, prefiro sem.
Quem tiver preguiça bater e coar, e quiser pronto na linha Forever tem o Pomesteen, que é com romã..uma delícia!

Beijos, beijos!

5 comentários:

Ise disse...

Caramba
Na janela do meu quarto tem um pé de româ,mas eu num sabia de tudo isso não.
Sempre digo que tem um pé de jóias aqui em casa,pq elas se parecem com jóias mesmo
mas num tem muito gosto rsrsrsr
bjux

Zuleide Felisberto disse...

p/ ti ver e tem gente que adora, tenho uma paciente que paga 30 reais quilo no mercado, vai saber?

Anita disse...

Eu gosto do azedinho da romã...tem gosto de azedinha, kkkkkk. bjs

Zaneide Felisberto disse...

Fica gostoso e deixa a salada mais bonita ...
Alface, rucula, tomatinho cereja, cenoura ralada, rabanete ralado e por cima romã ... deixa a salada linda e saborosa. Fiz aqui em Miami e fez o maior sucesso!
Tambem usei a romã (fruta inteira bem vermelha) como decoracao.
Enchi dois vasos redondos de sal grosso e coloquei uma romã em cima.
Ficou bonito.

Zuleide Felisberto disse...

linda ela é mesmo! no pé bem entrada da clinica é aquelas bem grandes meio rosadas, lindas! as do fundo são menores...